
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
domingo, 6 de janeiro de 2008
Horas Mortas
É noite virginal. A cansadinha aldeia
Placidamente dorme à luz da lua cheia.
Placidamente dorme à luz da lua cheia.

São sonho de epopeia e lutas incruentas…

Da abóbada florida a Lua imaculada
Entorna a sua luz de gema prateada.
Nos brejos tudo é morto… (os brejos e lenteiros…)
Soberbos os mastins remetem dos quinteiros.
Por sobre a aldeia negra, a paz tranquilamente…
No céu, luzes a rir comovedoramente…
Aromas perturbantes, exaltando o Amor,
Nas canforadas urnas, - os giestais em flor.
Os montes levantados, ermos granitosos,
Tocam o céu azul, em beijos amorosos…

Dos gados nos currais, ainda a ruminar.

Terríveis uivam os lobos em giestais fundeiros!
Desponta a estrela d´alva. Os galos jubilares
No esconso dos puleiros erguem seus cantares.
E a aurora vem rompendo…Expira a Lua cheia…
O toque das “Matinas” espertou a aldeia,

Que montanhesa e linda, implora, embevecida,
Ao “Nosso Pai do Céu”, manancial de vida:
Pelo sinal da Cruz… Senhor, ó Deus dos mares,
Velai por nossos lares,
Por nossas sementeiras.
Guardai os nossos gados ao pastar na serra,
Benzei a nossa terra,
Doirai as nossas leiras.
Deitai a vossa bênção sobre o carro e arado,
Tingi a flor do prado,
Pai nosso…Eterno Bem.
E, ó Mãe da graça, ó mãe formosa, ó Mãe sem par,
Fazei-nos da charrua um terço de rezar
Em vossa glória, amem!
Ao “Nosso Pai do Céu”, manancial de vida:
Pelo sinal da Cruz… Senhor, ó Deus dos mares,
Velai por nossos lares,
Por nossas sementeiras.
Guardai os nossos gados ao pastar na serra,
Benzei a nossa terra,
Doirai as nossas leiras.
Deitai a vossa bênção sobre o carro e arado,
Tingi a flor do prado,
Pai nosso…Eterno Bem.
E, ó Mãe da graça, ó mãe formosa, ó Mãe sem par,
Fazei-nos da charrua um terço de rezar
Em vossa glória, amem!

in "A Aldeia" deRodrigues da Cunha
Etiquetas:
Poesia
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