1999sábado, 2 de outubro de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Ascenção de J. Cristo
O mal triunfa o bem,
finalmente desapareceu,
a profecia de Abreu,
e a doutrina do bem,
o terror na terra,
e as trevas também,
a fome e a guerra,
a desgraça d´as nossas vidas,
que vidas?,
essas que estão perdidas,
singulares,
sofridas,
bebem o ar,
comem a vida,
sentem-na perdida,
oh! que raio de vida,
tantas vezes sofrida,
quase se morria,
não fosse a ressureição,
de Cristo na sua solidão.
in compilação dispersa de Zé Manuel Barbedo
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Poesia
domingo, 14 de março de 2010
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Canastros
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Os dois únicos existentes na Aldeia do Rossão... o primeiro pertencente a proprietário que inviabilizou o seu restauro, obrigando à construção de réplica, que se pode ver na segunda imagem, e que é propriedade da Liga dos amigos do Rossão.
Muitos se questionam... porque gastar dinheiro numa coisa sem utilidade? simples a resposta... será que os mais novos não devem entender o passado para poder construir o futuro? Teremos que saber de onde viemos... para saber para onde vamos.... as nossas raízes fazem parte de nós...
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Noticias da Serra
domingo, 12 de julho de 2009
Rodrigues da Cunha.....Poeta da Natureza

Joaquim Rodrigues da Cunha.... Grande Alma.... Nasceu na Aldeia do Rossão a 19 de Outubro de 1915, falecendo repentinamente a 7 de Setembro de 1972.
Poeta, Escritor e Padre, falava fluentemente italiano, espanhol, francês, latim e inglês, sendo patente o seu profundo domínio e conhecimento da língua mãe.
Um dos seus atributos " era a enorme simpatia pela Natureza e o amor entranhado à sua terra natal", intitulando-se poeta em acção, descrevia a poesia como " o índice intelectual e moral de um povo", gostava de citar um lírico espanhol , muito do seu agrado: « O poeta faz que o céu se abra sem sombra, sem erro, sem mito». (de Caminhos de Deus)
Estreou-se com o volume " A Aldeia" (1950) onde "canta em verso toda a poesia das aldeias de Portugal" (de A Voz)...mas exclusivamente dedicado à aldeia que o viu nascer....
"Os seus poemas são orações à vida no que ela tem de mais puro e nobre....não é apenas, embora opulento, pintor da natureza ou das almas simples, é um intérprete admirável do que há de sadio e bom no mundo" ( de O Século).
" Descobre-se nele toda a alma da Serra, na sua singeleza e bondade, na religiosidade dos seus costumes, no seu interessante falar..." (de A Voz de LAMEGO).
Em 1956 é editada a primeira obra de género literário intitulada de " A Moleirinha das Fragas", sendo um romance essencialmente rural.
"Nas páginas do seu livro o autor manifesta a mesma inspiração e o mesmo equilíbrio, debruçando-se sobre o mistério rústico da nossa paisagem e dos conflitos da sua cristã e laboriosa população.
Há descrições que são autênticas aguarelas, valorizadas por um estilo fácil e leve, que acentua mais a mensagem de exaltação da vida rústica deste livro e que nos garante a forte e brilhante personalidade de Rodrigues da Cunha" (de O Século).
Mas "o que mais nos seduz neste romance campesino é o seu estilo literário. Rodrigues da Cunha domina a nossa língua como raros escritores de hoje." (do Diário de Notícias).
"Luz na montanha" surge em 1960 tendo como cenário a Aldeia de Picão, narrando a epopeia de um presbítero ao serviço de uma paróquia com toda a tradicional gente das beiras...sendo cada personagem caracterizada com estilo inconfundível.
A sua última obra " A Fidalga do Balsemão" sendo editada em 1966, corrobora os dotes de domínio da linguagem e descrição, aproximando-se de um género literário ao estilo de Camilo Castelo Branco.
Toda a vida deste Poeta foi dedicada essencialmente ao progresso e engrandecimento da sua amada terra: o Rossão, tendo personalidade dinâmica, por onde passou deixou sua "marca" e edificação num estilo inconfundível. No Rossão ainda hoje é lembrado como Homem a quem se deve muito....
Incontornável diplomata, possibilitou a viabilização de muitos projectos nomeadamente na área da Educação com a construção da Escola Primária...a vinda das linhas telefónicas... os correios...e construção de vias de acesso sem as quais o Rossão ficaria isolado... Por tudo isto e pelo Amor dedicado à Terra...muito Obrigado em nome do povo do Rossão.
Do mesmo modo entusiástico e empreendedor... constrói em Vila Nova de Paiva, terra onde foi pároco, o Colégio de Santa Maria e funda o boletim paroquial o " O Correio do Paiva".
Em 1951 ganha o primeiro prémio no concurso "Poesia Heróica", em 1947 com o tema "Ressureição" obteve o segundo lugar e no Certame Internacional de Sevilha com a poesia "Matinas", obteve vários louvores.
Consta que próximo da seu desaparecimento...ainda escrevia uma obra literária que nunca terminou...apenas alguns rascunhos...que acabaram por ser queimados...
O Poeta, esse jaz em modesta campa rasa do cemitério de Gosende, uma cruz com seu nome à cabeceira, à sombra dum cipestre muito verde. Por cima da lápide sepulcral, livro de mármore aberto ao meio, o epitáfio que Rodrigues da Cunha escrevera em a Luz da Montanha, para uma das figuras mais simpáticas do romance:
«REPOUSA NO SENHOR, ALMA SERRANA, TÃO GRANDE COMO O FIRMAMENTO»
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História
quarta-feira, 22 de abril de 2009
SINOS DA PÁSCOA
Era dia de Páscoa. O Sol ardente.
Nos campanários altos, engraçados,
Bimbalhavam os sinos encantados,
Tombando aleluias sobre a gente.
Cristo Ressuscitado, refulgente,
Andava percorrendo os ajoelhados.
E de lábios ainda ensanguentados,
Parecia dizer tranquilamente:
- Ouvis nos campanários a exultar
Exércitos de sinos a dobrar
De alegria cristã pelo Senhor?
Ó meus filhos, orai p´ra que jamais
Desfaleçam os sinos pascoais,
Anunciação de PAZ, VITÓRIA, AMOR.
in " A Aldeia" de Rodrigues da Cunha
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Poesia
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O cultivo
Passando por me cultivar,
Seja esta a última vez,
não me quero cultivar,
com couves e rabanetes,
nem sementear ou aflorar
só quero deixar-me conquistar,
pela cultura do ar,
levar e deixar,
passando por me cultivar,
sem nada deixar escapar,
no intuito de fabricar,
esta arte de imaginar,
e reproduzir algo a criar,
seja em tela, escultura ou na escrita,
basta elaborar o que nos rodeia o pensamento,
tudo o que tenho a deixar,
para a posteridade,
ou para a eternidade,
o melhor que possa aceitar,
na complicada arte de amar,
o que dê mais prazer em criar,
a forma intima de realizar,
os nosso sonhos,
os encontros de ideais,
os gostos e os ódios,
as diversas maneiras,
de fabricar as ideias,
seja na escrita, na tela ou esculpidas.
in: "Compilação dispersa" de Zé Manuel Barbedo
Seja esta a última vez,
não me quero cultivar,
com couves e rabanetes,
nem sementear ou aflorar
só quero deixar-me conquistar,
pela cultura do ar,
levar e deixar,
passando por me cultivar,
sem nada deixar escapar,
no intuito de fabricar,
esta arte de imaginar,
e reproduzir algo a criar,
seja em tela, escultura ou na escrita,
basta elaborar o que nos rodeia o pensamento,
tudo o que tenho a deixar,
para a posteridade,
ou para a eternidade,
o melhor que possa aceitar,
na complicada arte de amar,
o que dê mais prazer em criar,
a forma intima de realizar,
os nosso sonhos,
os encontros de ideais,
os gostos e os ódios,
as diversas maneiras,
de fabricar as ideias,
seja na escrita, na tela ou esculpidas.
in: "Compilação dispersa" de Zé Manuel Barbedo
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Poesia
domingo, 4 de janeiro de 2009
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Quem acode às nossas árvores?
Situada a mais de 1000 metros de altitude, a Gralheira não possui arvoredo em abundância. Ainda assim é o amieiro e o carvalho que mais predominam. Há carvalhos com séculos de existência, que nossos pais e avós souberam defender e preservar. Embor
a tivessem necessidade absoluta de lenha, que compravam em V
ale de Papas, não se atreviam a cortar um carvalho para queimarem. Só quando precisavam de fazer um carro ou armar uma casa, é que lhes encostavam o machado ou a serra. Vendê-las? Nem pensar. Viam nessas árvores uma herança, umas relíquias conservadas por seus avós. Tinham-lhe amor. Sentavam-se à sua sombra e orgulhosamente diziam:
a tivessem necessidade absoluta de lenha, que compravam em V
ale de Papas, não se atreviam a cortar um carvalho para queimarem. Só quando precisavam de fazer um carro ou armar uma casa, é que lhes encostavam o machado ou a serra. Vendê-las? Nem pensar. Viam nessas árvores uma herança, umas relíquias conservadas por seus avós. Tinham-lhe amor. Sentavam-se à sua sombra e orgulhosamente diziam:Agora porém tudo parece ser esquecido, em troca de uns magros escudos. Aparecem aqui uns indivíduos à procura de madeira e muitos não hesitam em vender as preciosas árvores que os pais tanto estimaram e que à custa de sacrifícios lhes quiseram deixar. Se o preço fosse tentador e tivessem necessidade de vender, ainda se compreendia: Agora vendê-las a mil escudos cada, como se tem visto por aí, é triste, é desolador, é desumano!
Temos que ter consciência de que as árvores que nos deixarem não são nossas, fazem parte da paisagem da nossa terra, que é de todos. a sombra que nos oferecem; o oxigénio e o vapor de água que libertam; a beleza que emprestam à paisagem, são benefícios de que todos usufruímos. Muitos vendem as árvores sem necessidade, como já disse. Quantas vezes esse dinheiro é gasto num passeio ou em almoços fora de casa. Quando regressam o que encontram? O dinheiro desapareceu e as lameiras lá estão nuas, desérticas, torradas ao sol, sem verdura, sem sombra, sem vida! Muitas gerações vão ficar privadas dos benefícios que essas árvores agora cortadas, lhes podiam oferecer, até que outras cresçam e encontrem pessoas mais conscientes que as saibam respeitar e conservar.
Temos que ter consciência de que as árvores que nos deixarem não são nossas, fazem parte da paisagem da nossa terra, que é de todos. a sombra que nos oferecem; o oxigénio e o vapor de água que libertam; a beleza que emprestam à paisagem, são benefícios de que todos usufruímos. Muitos vendem as árvores sem necessidade, como já disse. Quantas vezes esse dinheiro é gasto num passeio ou em almoços fora de casa. Quando regressam o que encontram? O dinheiro desapareceu e as lameiras lá estão nuas, desérticas, torradas ao sol, sem verdura, sem sombra, sem vida! Muitas gerações vão ficar privadas dos benefícios que essas árvores agora cortadas, lhes podiam oferecer, até que outras cresçam e encontrem pessoas mais conscientes que as saibam respeitar e conservar.Não há razão nenhuma para dizimar as árvores desta forma, nem mesmo invocando o motivo de que as folhas caídas prejudicam o crescimento da erva. Muitas lameiras já não são cortadas,
porque as vacas estão a desaparecer.
porque as vacas estão a desaparecer.Já bastam os incêndios para destruírem toda a vegetação, todos os arbustos de menor porte.
Não vendam, cortem as árvores sem necessidade! Preservem a floresta, salvem o ambiente que é a nossa maior riqueza!
Gralheira 24 de Setembro de 1992
in Jornal "A Voz de Lamego", autoria de Carlos de Oliveira Silvestre
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Natureza
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Por Ficar Parado
Deixaste de pintar,
deixaste de escrever,
pensas-te em partir,
mas nada fizeste por ir,
estás a florir
estás a sorrir,
Só morreste,
não sobreviveste,
morreste
só e abandonado,
com tudo o que fizeste.
Autoria de: Zé Manuel Barbedo
in: Compilação dispersa
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Poesia
domingo, 9 de novembro de 2008
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